Hoje pela manhã, eu atrasada pro trabalho, pronta pra sair e a Ceci bem tranquila desenhando e pedindo que eu desenhasse junto com ela. Digo que estou atrasada, que temos que sair e que quando voltarmos da escolinha vamos desenhar. Ela com um lápis na mão fazendo que ia desenhar no chão e eu digo:
- Ceci, onde a gente desenha? No pa...
- Tio, pátio. Diz a Cecília
Tem como não morrer de amor?
8 de mai. de 2015
6 de abr. de 2015
Mamazinho
Que a Cecília é uma tagarela, vocês já estão sabendo, mas a figurinha agora deu pra pedir "mamazinho" quando quer mamar. Uma figura! E nos últimos dias anda super mamona. Ouço ela me chamar umas 385 vezes por dia: "mamãããeee! mamãe! oi! mamãe malina! mamazinho!"
Também começou a cantar algumas musiquinhas, como: "cai cai blão, a mia mão" e aponta pra mão; "parabénse" e bate palmas, faz as bonecas e ursinhos baterem palma também, depois começa "big, big, big, hola, hola, hola, tim, bum! cecila!"; outra que ela adora é o "jacaré passando a lagoa", essa é a minha preferida, porque ela se concentra muito pra cantar. Já tentei filmar ou gravar, mas sempre que pego o celular ela se distrai e pára de cantar.
No feriado de páscoa curtimos muito com a família, vimos todos os avós da Ceci. Sexta passamos o dia na casa da vó Cida e do vô Sergio e comemos bacalhau. A tarde fizemos uma sessão de pinturas, a Ceci com tinta guache no papel e os adultos pintaram uns banquinhos de madeira com tinta esmalte. Não sei quem se divertiu mais.
Sábado almoçamos com o vô Julio e tarde fomos assistir uma peça de teatro, a Orquestra de Brinquedos. A Ceci estava toda animada, mas quando os soldadinhos de chumbo entraram no palco ela entrou em pânico, ficou com muito medo e tivemos que sair. Acabamos indo no Parcão curtir o fim do sábado. Ainda antes de dormir a Ceci recebeu a visita do dindo Fischer, que ela estava com muita saudade.
Domingo fomos passar o dia na casa dos meus pais de novo. A vó Bete também foi. Fizemos uma super churrascada com mais uns amigos dos meus pais. Estava um dia bem chuvoso e a Ceci passou a tarde mau humorada, acho que estava cansada.
Saiu de banho tomado e pijama da casa dos avós e chegou dormindo em casa. Dormiu nove horas seguidas sem pedir mamá! E a gente comemora!!
28 de mar. de 2015
Relato de parto 4/4
Terminando o relato!
As contrações seguiram num ritmo bom, eu
fiquei quase todo o tempo no chuveiro, mas depois de umas 2 horas de água
quente comecei a me sentir cansada, não achava mais posição e rebolado que
aliviasse a dor. Saí do banho, me sequei e fui tentar descansar um pouco. Nesse
momento a dor começou a ficar um pouco mais intensa, então resolvemos chamar a
Zezé. Ela chegou lá em casa umas 5:00 e renovou minhas energias. Sugeriu
posições, rebolados, vocalizações e me vez uma massagem deliciosa nas costas
com óleo, mostrando também para o Pedro como fazer. Depois sugeriu que eu
voltasse para o chuveiro e ficasse me balançando na bola, para ajudar a Cecília
a descer. Ela fez uma alça com um lençol que ela prendeu no box para eu poder
me segurar e me pendurar um pouco também. Fiquei uns cinco minutos me
balançando na bola e senti a Cecília descer, achei que ela fosse nascer!
Coloquei a mãe na vagina e senti uma bola bem durinha já um pouco para fora,
pensei que fosse a cabeça!
A equipe médica não havia chegado ainda, na
verdade não havíamos chamado o Ricardo e a Zeza, só havíamos deixado eles de
sobreaviso. Mesmo assim eu estava muito calma, sabia que se ela fosse nascer,
ela nasceria. A Zezé pediu pro Pedro ligar pro Ricardo, pedindo que eles
viessem rápido, pois a Cecília já estava coroando. No meio da partolândia, meio
chorando, pedi pro Pedro ligar pra minha mãe, que ia viajar naquele dia,
dizendo para ela não ir que eu estava em TP. O Pedro ligou pra ela e disse que achava
melhor ela não viajar, pois eu estava sentindo algumas contrações.
A Zezé sugeriu que eu fosse pro quarto, mas
eu não queria sair do banheiro, estava muito quentinho ali. Então o Pedro
sentou na patente com as pernas abertas e eu sentei no colo dele, como se fosse
uma banqueta de parto. Ele ficou me fazendo carinho, apoiando minhas costas,
respirando junto e dizendo palavras de incentivo. Nisso, a Zezé viu que não era
a cabeça da Ceci que estava meio pra fora e sim a bolsa, cheia de líquido bem
transparente, que ainda não havia rompido. Após algumas contrações a bolsa
rompeu e eu comecei a sentir os puxos.
Então chegou o Ricardo e a Zezé. Trouxeram
a banqueta de parto e eu logo me acomodei na banqueta que foi colocada na
frente da patente. Estávamos em seis no banheiro. Eu na banqueta, atrás de mim
o Pedro me amparando e fazendo carinho, atrás do Pedro a Zezé, amparando o
Pedro. Na minha frente, sentada no chão a Zeza, que foi verificar os batimentos
da Ceci, e atrás da Zeza o Ricardo, tirando fotos e filmando. Os puxos vinham
fortes e eu tinha muita vontade de fazer força, era uma coisa louca,
involuntária. A Zeza dizia pra eu tentar não fazer força, só respirar, ela
também começou a fazer compressa quente com oléo no meu períneo, que ajudou
muito na ardência que eu comecei a sentir, o famoso círculo do fogo. Acho que
foram uns 5 puxos e eu comecei a sentir câimbra no pé. A Zeza sugeriu que eu me
levantasse um pouco e me segurasse no suporte das toalhas. Foi o que fiz e
então, veio outra contração muito forte e senti a Cecília deslizando de dentro
de mim, todinha de uma só vez. Foi um prazer enorme!
A Zeza pegou a Cecília e enrolou numa
fralda e me entregou aquele pedacinho de gente, quentinho! A Cecília estava
sorrindo, linda! A placenta saiu logo em seguida, com mais uma contração. A
Ceci só começou a chorar por causa do frio que estava. Nasceu bem magricelinha,
com 2.980 g,
50cm, as 8:45, com 39 semanas e 1 dia.
27 de mar. de 2015
Relato de parto 3/4
...
No domingo eu e minha mãe terminamos de fazer o enfeite pra porta com o
nome da Cecília e eu coloquei uma foto no facebook dizendo "agora ela pode
nascer". Mal sabia eu que a Cecília tinha ouvido o chamado. Na segunda
completei 39 semanas e fui trabalhar normalmente. Tinha planejado trabalhar
somente pela manhã naquela semana para gastar meu banco de horas e começar a
diminuir o ritmo. O Pedro também estaria em casa pela tarde e aproveitamos o
dia frio e chuvoso para ficarmos aconchegados em casa. Com toda a chuva
faltou luz e ficamos assistindo um seriado no que restava da bateria do
notebook. Comecei a sentir algumas contrações e a cada contração eu olhava o
tempo do seriado, sentia contrações indolores de mais ou menos 15 em 15
minutos. Fiquei super feliz por estar sentindo contrações de treinamento, que
quase não havia sentido ainda. Pensei, é o meu corpo se preparando, mas nem
pensei que podia ser o início do TP. Depois acabou a bateria e resolvemos ler
um livro que uma amiga tinha emprestado "o que esperar quando você está
esperando", não tinha ficado com vontade de ler antes, pois ele falava da
gestação mês a mês e citava muitos sintomas e eu pensei que podia ficar
paranoica ou ansiosa., mas naquele momento foi ótimo, lemos o capítulo que
falava sobre trabalho de parto, foi ótimo rever o que já tínhamos estudado.
A tardinha a luz voltou, comemos e nos arrumamos pra ir na última aula do
curso de gestantes que a equipe de parto oferecia. A aula era das 20h as 22h.
Lá comentei que estava sentindo algumas contrações, mas ninguém deu bola (nem
eu), pois estava muito bem. No fim da aula começou a ficar desconfortável ficar
sentada e resolvi começar a me mexer um pouco, aliviando o incomodo que eu
estava sentindo.
Terminou a aula e fomos pra casa. Chagamos, nos arrumamos e fomos deitar
bem aconchegados para nos esquentar. Comecei a acordar de tempo em tempo com
uma pequena cólica, assim que passava eu dormia novamente, era como uma cólica
menstrual fraquinha no baixo ventre. Depois de um tempo acordando resolvi ver
de quanto em quanto tempo estavam, a cada acordada eu marcava num aplicativo
que eu tinha baixado no celular. Depois de um tempo, vi que estavam de 5 em 5
minutos, as vezes de 4 em 4. Lembrei que o melhor era tomar um banho bem quente
e demorado, tinha certeza de que não era TP, pois ainda era muito cedo pra
Cecília chegar. Acordei o Pedro pra ele arrumar o chuveiro que tava vazando
água gelada no meio da água quentinha e me fui pro banho. Já que tinha
acordado, o Pedro resolveu ficar comigo pra ajudar a marcar as contrações. Eu
avisava quando vinha e quando ia e a impressão que eu tinha é que estavam mais
espaçadas. Fiquei um bom tempo no chuveiro, e o Pedro me disse que estavam de 4
em 4 minutos e as vezes de 3 em 3 e eu ainda achando que não era TP.
Eu conseguia raciocinar muito bem ainda e a dor era bem tranquila. Me deu
vontade de fazer coco, fui pro vaso fiz coco e junto saiu o tampão. Uma bola de
muco e as contrações continuavam bem ritmadas e eu ainda sem acreditar que a
Cecília estaria nos meus braços em pouco tempo. Hehehehe!
Resolvemos avisar a equipe
médica, eram 2:00 do dia 27/08/2013. O Pedro ligou para o Ricardo que atendeu
no segundo toque, o Pedro sempre comenta que ficou impressionado com a rapidez
que ele atendeu e que não parecia estar dormindo pelo tom de voz. Ele nos
orientou a ligar pra Doula Zezé, que ela viria primeiro ver como estávamos e
assim que fosse necessário ele e a Zeza viriam. Ligamos pra Zezé, que disse
para eu continuar me mexendo, usar e abusar do banho quente, já que fazia muito
frio e para ficarmos os dois (eu e o Pedro) curtindo o momento juntos. Esse
sempre foi o meu desejo durante a gestação, de que durante o trabalho de parto,
estivéssemos somente eu e o Pedro, num ambiente bem íntimo, e assim foi.
26 de mar. de 2015
Relato de parto 2/4
Continuando...
Minha gestação foi super saudável, logo no
início conheci a doula Zezé através do GAPP nascer sorrindo e comecei a fazer
yoga para gestantes com ela. As aulas de yoga foram muito bacanas, pois o
primeiro momento (que as vezes se estendia durante quase toda aula) era de
conversas e trocas entre as barrigudas futuras mães, no meu caso ainda nem
tinha barriga quando comecei a ir nas aulas. Cada uma contava como tinha sido
sua semana, o que tinha sentido de diferente, seus planos e suas angústias,
tudo orientado pela carinhosa doula Zezé.
O Pedro me acompanhou em todas as consultas
do pré-natal e sempre foi super interessado, fazendo perguntas e ajudando nas
escolhas. As primeiras consultas foram com a GO do convênio que eu ia há
bastante tempo. Ela é vaginalista, a favor do parto normal, porém cheio de
intervenções. Disse pra mim que sem anestesia ela não faria o parto, pois eu
não aguentaria. Assim, fui em busca de outros médicos.
Me consultei com a Ana Cláudia
Codesso, GO super bacana, que atente partos humanizados hospitalares. Gostei
muito das consultas e das conversas que tivemos com ela, porém ela não assiste
parto pélvico, o que me deixava um pouco insegura de ter que estar na posição
"certa" para nascer. Além disso, com todo o meu estudo prévio eu
tinha muita vontade de ter um parto domiciliar, mas tinha um pouco de receio de
assumir essa vontade. Até que tive a oportunidade de assistir o filme Parto
Orgásmico (Orgasmic Birth), um filme lindo que mostra alguns partos em lugar
diversos, no hospital, em casa de parto, no pátio de casa, na sala. Assim que
terminamos de assistir o filme eu e o Pedro ficamos conversando e cada vez mais
nos convencíamos de que o parto domiciliar era uma boa escolha e que iríamos
atrás dessa possibilidade.
Tomei coragem e marquei consulta com o
Ricardo Jones. Fomos a consulta, eu um pouco envergonhada, com misto de
admiração. Já que havia lido os livros dele, relatos de parto que foram
acompanhados por ele, quando cheguei quase pedi um autógrafo (!!!). Adoramos a
consulta, que é feita por ele e sua esposa, a Zeza, que é enfermeira obstétrica,
uma pessoa muito querida e acolhedora. Saímos do consultório com a certeza de
que seriam eles que nos acompanhariam e que seria um parto domiciliar.
Resolvemos que não contaríamos para ninguém
dos nossos planos, para não ter que ficar dando explicações. Os únicos que
sabiam eram meus pais, que apesar de ficarem um pouco receosos, sempre nos
apoiaram.
Assim foram passando as semanas, a barriga
crescendo e nós muito tranquilos com a nossa escolha. As pessoas perguntavam
onde a Cecília nasceria e nós sempre contávamos nosso plano B, que era o
hospital Divina Providência, em Porto Alegre.
Desde o início da gestação eu achei que
chegaria as 41 ou 42 semanas, pois eu nasci com 42 semanas de cesariana, sendo
que minha mãe não entrou em
TP. Com isso em mente, eu estava super tranquila e relaxada
esperando a Cecília pro meio de setembro. Eu também não tinha nenhum
"sintoma" de que o TP estaria próximo, estava cheia de energia,
barriga alta, não sentia quase nenhuma contração. Com todo esse histórico,
planejei entrar em licença maternidade quanto completasse 40 semanas, pra não
gastar muito a licença, mas ter um tempinho pra organizar algumas coisas, dar
um descansada e curtir a despedida da barriga.
25 de mar. de 2015
Relato de parto 1/4
Depois de quase 1 ano e 7 meses, aproveito esse espaço para publicar meu relato de parto, do desejo ao nascimento da Cecília. Como ficou um pouco extenso, vou publicar em 4 partes.
A história do meu parto inicia muito antes
de eu ficar grávida.
Das minhas convicções: sempre quis ser mãe,
sempre achei que o parto normal era a melhor forma de trazer crianças ao mundo
e sempre me imaginei mãe de menina.
Quando comecei a namorar o Pedro, tive mais
uma certeza, de que ele era o homem para dividir minha vida, para ser meu
companheiro e ser pai dos meus filhos, um homem doce, sensível e com ideais de
vida muito semelhantes aos meus.
Apesar dessas certezas, ser mãe parecia
algo muito distante. Mas aos poucos começou a a brotar dentro de mim um
sentimento muito forte de querer criar, educar, cuidar e amar alguém de uma
forma que eu desconhecia, uma vontade muito louca de ser mãe, que iniciou com
uma amiga muito querida me contando da notícia da sua gravidez. Essa vontade
foi crescendo, crescendo, e tomando forma e se transformando em conversas com o
marido e planos para um futuro próximo.
Essa amiga, a Anna, estava morando no Peru
e lá, fez um curso de capacitação para atuar como doula, assim eu comecei a
conhecer o que era uma doula e qual era o seu papel para uma gestação, um parto
e um puerpério saudáveis.
Ainda tinham algumas pendências práticas
que eu queria resolver antes de começar as tentativas para engravidar, como
terminar o mestrado e ser chamada em um concurso público que eu havia sido
aprovada. Além disso, o marido ainda não estava bem certo de que estava pronto
para assumir seu papel de pai. Enquanto todas essas questões se resolviam, eu
devorava informações sobre parto natural, parto humanizado, o papel das doulas,
lia e relia relatos de parto e começava a conhecer os profissionais que atuavam
com essa filosofia aqui em
Porto Alegre.
No fim de 2012, eu já estava trabalhando no
meu novo emprego, o Pedro já se encantava com o mundo do parto humanizado que
eu ia mostrando pra ele (mesmo antes de engravidar!!!), e assim foi ficando com
aquela vontadezinha de se aventurar no mundo da ma/paternidade. Resolvemos que
já estava na hora de embarcamos juntos em mais essa aventura! No primeiro mês
de tentativas, nossa sementinha já se implantou e começou a crescer na minha
barriga. Foi um misto de alegria e medo com o que estava por vir.
23 de mar. de 2015
Curtindo os primos
Esse final de semana que passou fomos visitar a bisavó Neuza, minha avó materna.
A bisa contou pra ela a história do sapo e do grilo que ela adoora. Além disso, a Ceci curtiu muito os "pimos" "Fenaanndo" (Luis Fernando) e "Isa" (Eloisa) que encheram ela de carinho e atenção. Acho que a Ceci pensou que estávamos na praia, já que em fevereiro passamos dez dias em Floripa, junto com os primos. Então associou, viajar e encontrar os primos com praia. Ela perguntou várias vezes pelo mar e pela areia enquanto estávamos lá.
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